quinta-feira, 31 de março de 2011

Minha Criação 35

Foi um momento




"Foi um momento
O em que pousaste
Sobre o meu braço,
Num movimento
Mais de cansaço
Que pensamento,
A tua mão
E a retiraste.
Senti ou não ?
Não sei. Mas lembro
E sinto ainda
Qualquer memória
Fixa e corpórea
Onde pousaste
A mão que teve
Qualquer sentido
Incompreendido.
Mas tão de leve !...

Tudo isto é nada,
Mas numa estrada
Como é a vida
Há muita coisa
Incompreendida...

Sei eu se quando
A tua mão
Senti pousando
'Sobre o meu braço,
E um pouco, um pouco,
No coração,
Não houve um ritmo
Novo no espaço ?
Como se tu,
Sem o querer,
Em mim tocasses
Para dizer
Qualquer mistério,
Súbito e etéreo,
Que nem soubesses
Que tinha ser.

Assim a brisa
Nos ramos diz
Sem o saber
Uma imprecisa
Coisa feliz."




Fernando Pessoa




Abraço de LUZ.

What About Love?

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O Teu 1º. Beijo Cíclico


"O teu primeiro beijo tinha o sabor da seiva

brotando da terra humus,

a violência dos recalcamentos

que rompem o dique das inibições,

a frescura das hortências insulares,

o gosto moreno do mel,

o timbre cristalino do canto dos canários!..

Nunca esqueças o teu primeiro beijo,

como eu não o esquecerei,

de cada vez que as nossas bocas se aproximarem!

Sentiremos, assim, mais unidos os nossos corações..."




Hernáni De Lencastre


Abraço de LUZ.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Formas Vivas




"Se o mistério dum fim e duma origem,

renovando um romance em cada virgem,

tudo escraviza à sedução das formas...


...Das formas vivas com que nesta vida,

ligando os tempos, todos transitamos,

pra que matar a hora, mal nascida,

com meros pensamentos que amassamos?


Ao diabo, a manhã anoitecida

no casulo dos vermes que sonhamos!

Surja a manhã, a sempre apetecida,

sem ventos maus a sacudir-lhe os ramos!


Pra lá do velho pântano das normas,

onde a gente se afoga com horror,

quanto prado floresce promissor!"



Abraço de LUZ.

Romance Quase Branco.


Romance Quase Branco







“A nuvem passando,
no céu estrelado…
...Nuns olhos sonhando,
luar espalhado.
A nuvem cobrindo
uma lua ausente,
da sombra emergindo
um hálito quente…
Fontes segredando
estranhos segredos
e uns dedos buscando,
na noite, outros dedos…
Em sonhos seguidos,
dragões trespassados,
castelos erguidos
e beijos roubados…"



Abraço de LUZ.

terça-feira, 29 de março de 2011

Como de Súbito na Vida.





"Como de súbito na vida tudo cansa!
e cansa-nos a vida e nos cansamos dela,
ou ela é quem se cansa de nós mesmos,
na teima de existir e desejar?
Porque, neste cansaço, não o que não tivemos,
ou que perdemos, ou nos foi negado,
o que de que se cansa, mas também
o quanto temos, nos ama, se nos dá
a até os simples gozos de estar vivo.
Um dia é como se uma corda se quebrara,
ou como se acabara de gastar-se,
que nos prendia a tudo e tudo a nós.
Não é que as coisas percam importância,
as pessoas se afastem, se recusem,
ou nós nos recusemos. Não. è mais
ou menos que isto- se deseja igual
ao como até há pouco desejávamos.
É talvez mais. Mas sem valor algum.
O dia é noite, a noite é dia, a luz
se apaga ou se derrama sobre as coisas
mas elas deixam de ter forma e cor,
ou se sumir no espaço como forma oculta.
E o que sentimos é pior que quanto
dantes sentíamos nas horas ásperas
da fúria de não ter ou de ter tido.
Porque se sente o não sentir. Um tédio
Não como o tédio antigo. Nem vazio.
O não sentir. Que cansa como nada.
Até dizê-lo cansa. É inútil. Cansa."

Jorge Sena


Abraço de LUZ.

sexta-feira, 25 de março de 2011

...São meus... São os meus poemas.









"...São meus... São os meus poemas.

Às vezes penso em mostrá-los a alguém.

Mostrá-los lendo-os.

É a unica maneira de preservar a minha entoação,

o meu ritmo, a minha emoção.

Acho que só eu poderia respeitar tudo isso.

E isso é muito importante.

Foram poemas feitos quase só com o ritmo.

Pouco entendo de rimas e de métrica.

Foram escritos ouvindo-os.

A rigor, ..."

PÉROLAS...





‎"PÉROLAS BRANCAS OU NEGRAS
SÃO PÉROLAS, DE RARA BELEZA...
DEVERIAM TER MUITAS CORES
AFINAL O MUNDO NÃO É NUBLADO
É COLORIDO, NADA PARDO...
...
AS MINHAS PÉROLAS SÃO BRANCAS
AS TUAS NEGRAS, MAS NADA DISSO IMPORTA,
AS PÉROLAS SE ENTENDEM NA MESMA CONCHA...
FAZ-SE UMA MAGIA!
E AS PÉROLAS SE UNEM, SE FUNDEM...

PÉROLAS DE POESIA
PÉROLAS DE PRAZER
PÉROLAS QUE NOS FAZEM NADA TEMER...

AS MINHAS, RELUZEM COMO O DIA,
AS TUAS, SÃO COBERTAS DE ESCURIDÃO,
MAS AS DUAS, FUNCIONAM MUITO BEM JUNTAS,
NO CLIMAX DESSA PAIXÃO...

PÉROLAS DENTRO DA CONCHA
O MAR POR TESTEMUNHA
O SOL NO HORIZONTE
PÉROLAS MINHAS E TUAS..."


Fátima Abreu

"E...


"E...
Deste gesto desenho um poema
girando no riso de uma criança
nas nuvens, pampa dos céus
onde vaia fina flor, rosa que arrepia
...na aba serena de um chapéu
caminhando a passo brando
velando vales, cantarolando
-rosa ventre,banho vesperal-
nesta razão em que escrevo
marcha, prece dos meus olhos
que se sacode nesta imagem
do inicio do fim d'uma infancia
em que Eu era ainda uma criança..."

(Ana Maria)

Poética de um Rosto?



"Que a neofiguração se torne ní-
tida. Do objecto sedutor. Incrus-
tado nas vozes. Quanto resul-
taria, iluminado pelo silêncio.
O painel de onde se despren-
de a linha. Um modelo clássico
que revele. As palavras eter-
nas da fábula de Hero.

Proximidade incompreensível
como a de alguns poemas. Sen-
timentos que são indecifráveis.
Uma dedução para o fim. Tal-
vez o amor jubiloso dentro
da quarta parte da pupi-
la do olhar divisível pela
cruz axial. Encontrado na pai-
sagística do rosto. Expecta-
tiva de um sentido propício. A
revelação verso por verso."

Fiama Hasse Pais Brandão

Ó Meus Irmãos Contrários ...




Ó meus irmãos contrários que guardais nas vossas
[pupilas
"A noite infusa e o seu horror
Onde vos deixei eu
Com vossas pesadas mãos no azeite preguiçoso
Dos vossos actos antigos
Com tão pouca esperança que'a morte tem razão
Ó meus irmãos perdidos
Eu vou para a vida tenho aparência de homem
Para provar que o mundo é feito à minha medida

E não estou só
Mil imagens de mim multiplicam a luz
Mil olhares semelhantes igualam a carne
É a ave é a criança é a rocha é a planície
Que se misturam a nós
O ouro desata a rir ao ver-se fora do abismo
A água o fogo despem-se por uma única estação
Já não há eclipse na fronte do universo."

Paul Eluard

Estar no Mundo ...



"Ao corpo colados a silenciosas
colunas de sal pavimentados eis os muros
paralelos eis as rápidas deformações da
linguagem (cálido ascetismo)
de quem arde por dentro — estar no mundo
é teu caminho estar na cólera
lavrada
e sobre si mesma dobrada e a guerra
mastigar a morte seca a subalimentada
explosão do corpo deformações suicídio
quotidiano — tal a poesia
se reflecte na luz a erosão do poema
o apodrece e movimenta— cinza mineral
entre restos de música e pão"

Casimiro de Brito



Pai, a Minha Sombra és Tu


"Pai, a Minha Sombra és Tu
a cadeira está vazia, um corpo ausente
não aquece a madeira que lhe dá forma

...e não ouço o recado que me quiseste dar
nem a tua voz forte que grita meninos
na hora de acordar
ouço o teu abraço, no corredor em gaia
e os olhos molhados pela inusitada despedida

o sol foge
mas o crepúsculo desenha a sombra que
tenho colada aos pés
ou o espelho, coberto com a tua face

pai, digo-te
a minha sombra és tu"

Jorge Reis-Sá

Abraço de LUZ.

Minha Criação 34

Minha Criação 33

Minha Criação 32

Minha Criação 31

Minha Criação 30

Minha Criação 29

Minha Criação 28

Minha Criação 27

Minha Criação 26

Minha Criação 25

Minha Criação 24

Minha Criação 23

Minha Criação 35

Minha Criação 22

Minha Criação 21

Minha Criação 20

Minha Criação 19

Minha Criação 18

Os Limites da Amizade...



"Determinemos, agora, quais são os limites e, por assim dizer, os termos da amizade. Encontro aqui três opiniões diferentes, das quais não aprovo nenhuma: a primeira deseja que sejamos para os nossos amigos, assim como somos para nós mesmos; a segunda, que a nossa afeição por eles seja tal e qual à que eles têm p...or nós; a terceira, que estimemos os nossos amigos, assim como eles se estimam a si mesmos. Não posso concordar com nenhuma destas três máximas. Porque a primeira, que cada um tenha para com o seu amigo a mesma afeição e vontade que tem para si, é falsa. De facto, quantas coisas fazemos pelos nossos amigos, que jamais faríamos para nós! Rogar, suplicar a um homem que se despreza, tratar a outro com aspereza, persegui-lo com violência; coisas que em causa própria não seriam muito decentes, nos negócios dos amigos tornam-se muito honrosas. Quantas vezes um homem de bem abandona a defesa dos seus interesses e os sacrifica, em seu próprio detrimento, para servir os de seu amigo!

A segunda opinião é a que define a amizade por uma correspondência igual em amor e bons serviços. É fazer da amizade uma ideia bem limitada e mesquinha, sujeitá-la, assim, a um balanço entre a despesa e a receita. Parece-me que a verdadeira amizade é mais rica e mais generosa; não calcula com exactidão com medo de oferecer mais do que recebeu. Não se deve temer na amizade que se vá dar demais ou que se vá perder alguma coisa.

A terceira máxima é a mais perniciosa de todas: quer que se estime ao amigo tanto quanto ele se estima a si mesmo. Mas há bom número de pessoas, cuja alma tímida e desalentada não ousa aspirar a uma melhor sorte. Serão, então, os amigos obrigados a pensar como eles? Não deverão, ao contrário, esforçarem-se por encorajá-los, sugerindo esperanças e doces pensamentos? É necessário, portanto, prescrever outros limites para a amizade.

(...) Eis aqui os limites nos quais creio poder encerrar a amizade. Que os costumes dos amigos sejam sempre puros, que uma inteira comunhão de bens, de pensamentos, de vontade, exista entre eles. E mesmo se, por infelicidade, um deles necessita de auxílio do outro, em alguma empresa de justiça duvidosa, mas de onde dependa a sua vida ou a sua honra, pode-se, neste caso, desviar um pouco o caminho certo, contanto que daí não resulte a desonra. A amizade, com efeito, condescende até um certo ponto."

Marcus Cícero

Abraço de LUZ.

quinta-feira, 24 de março de 2011

As nuvens são sombrias.





"As nuvens são sombrias
Mas, nos lados do sul,
Um bocado do céu
É tristemente azul.

Assim, no pensamento,
Sem haver solução,
Há um bocado que lembra
Que existe o coração.

E esse bocado é que é
A verdade que está
A ser beleza eterna
Para além do que há."

Fernando Pessoa

A Tua Voz de Primavera





"Manto de seda azul, o céu reflete

Quanta alegria na minha alma vai!

Tenho os meus lábios úmidos: tomai

A flor e o mel que a vida nos promete!



Sinfonia de luz meu corpo não repete

O ritmo e a cor dum mesmo desejo... olhai!

Iguala o sol que sempre às ondas cai,

Sem que a visão dos poentes se complete!



Meus pequeninos seios cor-de-rosa,

Se os roça ou prende a tua mão nervosa,

Têm a firmeza elástica dos gamos...



Para os teus beijos, sensual, flori!

E amendoeira em flor, só ofereço os ramos,

Só me exalto e sou linda para ti!"



Florbela Espanca

quarta-feira, 23 de março de 2011

Meu Vídeo 15 - I Believe in you

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Meu Vídeo 14 - Angel

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Meu Vídeo 13 - Ò meu Bem-querido


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Ò meu Bem-querido,
Diz-me baixinho que eu sou a tua obra formosa
O motivo do teu orgulho
a tua bem-aventura celeste.
No Esplendor,
deste dia de cor de vinho aquecido pelo sol..

Diz-me baixinho e abraça-me quente contra o teu coração
Eu sentirei as tuas palavras logo que a terra começar a tremer
Nas noites de veludo, quando nós somos Um

Fala baxinho
Ò meu amado que ninguém nos ouvirá
A não ser o céu, onde as nossas juras de amor
Estão escritas nas nuvens onde viveremos até morrer

Ana Maria Domingues

Meu Vídeo 12 - Qual o meu objectivo de vida?

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Qual o meu objectivo de vida?
Pergunta pertinente…
Tem-me assolado o pensamento
Por múltiplas vezes
Porém, ainda sem obter resposta consistente.

Qual o meu objectivo de vida?

Análise e mais análises
Balanços e mais balanços
Assistir ao presente
Tentar olhar o futuro

Análises e mais análises
Balanços e mais balanços
Todas e todos me parecem excêntricos.
Ainda não consegui encontrar o seu eixo
Ainda não consegui encontrar o seu centro

Talvez por isso
Permaneça este sentimento de “marcar passo”
Este sentimento de “sem alternativa”
De “sem saída”

Preciso de encontrar o meu caminho
Preciso de andar, andar p´ra frente
Porque…
Há saída, Tem de Haver!

Há que recentrar as análises
Há que recentrar os balanços
Há que arrumar esta cabeça
Há que reprogramar estes pensamentos
Levantar a cabeça
E caminhar em frente, seguro e sem medo

Alguém me escreveu um dia:
“ Agarre a vida bem por dentro
E construa como realmente a quer…”
Hoje, avalio não ter sabido executar a tarefa.

Qual o meu objectivo de vida?

As palavras saiem…
Seguem-se, sucedem-se, cruzam-se, entrecruzam-se
Numa tentativa insaciável
Da procura de sentido
De procura de Luz

Quais regras da prosa
Quais regras da poesia
Trata-se de pessoas, sentimentos, afectos…
E a única regra que se lhes aplica
É o respeito por si e pelos outros

Qual o meu objectivo de vida?

SER FELIZ…
PARA PODER ESPALHAR FELICIDADE
LUZ, ENERGIA E AMOR
POR TODOS AQUELES QUE ME AMAM
E QUE EU AMO
NAS MÚLTIPLAS FACES DO AMOR
Seria assim que gostaria de ser recordado…
ESTE É O MEU OBJECTIVO!
( THAT´S MY GOAL!)

José Carlos Valério

Meus Vídeos 11 - Piazzolla , toque de novo este tango...

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Vejo a alvorada vindo da parede,
que me traz vida, agora calma e viva
Neste tango dentro d’alma
Numa linda história de um enlace!

Que no tempo ficou...

Hoje eu vou rodar,
Na velocidade de Piazzolla
No meu quarto junto ao teu

Ò....que melancolia me deu...

Garçom, ponha a toalha sobre a mesa,

que este homem,
Esta noite vai ser meu!

A luz do botequim já se varreu,
O tango na vitrola, já me sacudiu,
Esta é a hora de eu dançar…

- Não me vais impedir -

E teu perfume já gira na sala
Que por uma cabeça qualquer
A ti me fez jurar,

Se tudo, o que tentei dizer,
E tudo o que tentei fazer
Não te fez mudar...

Este meu verso, falhou
No salto mortal das minhas costas
Na subida repentina da voz
fora do meu compasso!

Ana Maria Domingues

Meus Vídeos 10 - Ah…

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Ah…
hoje reservada e sôfrega
vou matar o escuro
destas paredes que me transpiram
e esgaratujam sem parar.
Não irei folgar as letras.
Mergulharei hirta no afogamento
das minhas proposições que serão evidentes
e mais-que-suficientes nesta era dos Milagres!

Hoje, e apesar de ser noite vais ver o sol brilhar.
Vais girar a cabeça no cruzamento da tua rua



Ana Maria Domingues

Meu Vídeo 9 - "Sou..!

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"Sou..!

Sou o rosto da mulher que denuncia a tua decepção

Sou os lábios que esboçam o trejeito do teu amuo

Sou aquela que de olhos frios te oculta o trejeito do teu mirar

Sou a tua roupa, a tua pele, o bater da porta do turno da noite na tua cara;


Sou…sim!


Sou o teu vulto comprimido na cadeira que te indaga

Sou a luz que te ilumina nos desejos que anseias

Sou o teu coçar d’ alma das horas que te escoltam

Sou a que te revela tudo e não te exprime nada

Sou a que te convence , sem estares convencido

Sou a tua bebida que te ceifa a garganta

Sou tua vontade do desejo p’la alvorada;


Sim..eu Sou!

Sou teu assunto quando não consegues pensar

Sou o gesto da tua cabeça a consentir

Sou a tua manta que te abriga e aquece o corpo

Sou o teu cigarro que se apaga na boca;


Sou..aquela!

Sou aquela que te vence o veneno no baque da tua peçonha

Sou as rajadas de mel que te adoçam o sangue

Sou a poeira que te cega e entope as mãos

(…)


Co’ os diabos sou tudo aquilo que tu não vês!

(...)

[Dentes atque pedes asinini exordia amoris]

Ana Maria Domingues

Meu Vídeo 8 - Eu te revelarei, o que me é secreto!

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Eu te revelarei, o que me é secreto!
Sou a tua lenda que veio do mar.
do aço ceifado p’la tua espada
Neste ritual d’ilha sagrada, benzida
Neste juramento a teus pés Ò meu Rei!

Sou o corpo da Dama do lago,
a senhora do ritual dos teus dias
Nesse fruído encantamento,
Dos ferimentos das trevas das tuas batalhas!

(…)

Ó! Divino…

(…)

Sagrada seja a cruz que te quebrou
Nesse juramento de partir a galgar
Na despedida das tuas fieis promessas..
retirado do mundo e para sempre imortal!

(…)

Eu te revelarei, o que me é secreto!

(…)

Só está dormindo Ò Meu Senhor
na forja mais possante do anime
esperando p’ra voltar à ilha do refúgio
onde permanecerás vivo p’las minhas artes mágicas!

Ana Maria Domingues

Meu Vídeo 7 - Carpe diem , meu imortal !

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(...)

Carpe diem , meu imortal !
Cruzas os rios, os mares até ao sol nascente
Exploras o mundo das flores… transformando-me em bónus-adventure
Carpe diem , meu imortal !

[...]


Sou a tua grande deusa Selene que te moldou o corpo,
preparei a tua forma...n’um terço de ti humano de lua cheia, e no restante,
... belo, o mais bonito de todos os seres, de todos os homens,
... perfeito...



És a fortaleza do meu poder excedente
Nascido e criado da linfa dos caules das flores
És titã dos meus sonhos, onde viajas sem me veres chegar – verás?!

[…]

És o meu cântico desmedido na luta do retornar
Ó Deus-Sol, confiante revide dos meus anseios
Que alteias em teus braços nas colossais lutas dos gigantes..lutarás?!

[…]


Àh, guerreiro que passas entre as papoilas da grande porta de cedros na balsa triunfante que me carrega..
Que Triunfalmente me elevas a tua amada do Céu-destino
Guardião dos lugares que me convocas agora (em Assembleia) das flores de Ti! Guardarás?!

[…]

..então…Anda…não te vás…
Dar-te-ei a vida que procuras, se resistires ao sono n’uma noite
Levar-te-ei debaixo d’agua onde existe uma planta
Que esgana-picos como uma sarça
Proteger-te-ei as mãos da rosa que te pica
E conseguirás segurá-la junto ao peito! – Conseguirás?!

Ana Maria Domingues

Meu Vídeo 6 - Minhas Criações

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Numa sucessão de pinceladas coloridas que se seguem a um ritmo alucinante, surge uma sequência de imagens plásticas, em que o irreal e o sonhado parecem fundir-se e o abstracto adquire forma.
Toda esta (aparente ou não) ambiguidade concretiza-se no presente, desvelando algum passado e espreitando, curioso, o futuro, aliando realidade e... ilusão.
No fundo, tudo isto é um espelho de mim próprio!
Bem vindos ao Meu Mundo!

Meu Vídeo 5 - Razão meu Amor.

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Recitando em silêncio
O substantivo aqui no empório
Por onde se abre passagem
Entre a noite e o dia
N’um jardim cheio de terraços
derruba-nãos
N’uma visão
Do refulgir da chama
D’ouvidos em dedos
Que me tateiam o rosto
No imo do coração
No perpetuar dos sentidos
Onde tu Ò meu Amor
Nesse recinto da tua voz
(Ò Vós…Ò voz)
Cultivas esperança
Nos brincos-de -princesa
suspensos
Nos choros que já não se dão
No colar da minha mão
D’esta oração que se funde
Nos jardins pasmados de Ti


Ana Maria Domingues

Abraço de LUZ.

Minhas Criações 17





Minhas Criações 16





Minhas Criações 15



Minhas Criações 14